Processo objetiva levar a proposta do empreendedorismo para a ressocialização de egressos e jovens em conflito com a lei para outros 10 estados brasileiros
Formação teórica sobre o processo seletivo da Incubadora com a pedagoga Cristhiane Albuquerque, gerente da Incubadora nos três primeiros anos de realização; e equipe. Visita às unidades prisionais e ao Patronato Magarino Torres para o acompanhamento do processo seletivo em curso para a seleção de 200 novos empreendedores.
Com esta programação, os multiplicadores da Incubadora de Empreendimentos para Egressos (IEE) iniciaram na segunda (16) a segunda etapa de formação no processo de escala que visa levar a proposta do empreendedorismo para a ressocialização de egressos do sistema penitenciário e jovens em conflito com a lei para outros 10 estados brasileiros.
Nesta etapa, encerrada no dia 17, os multiplicadores obtiveram informações sobre a elaboração dos editais de seleção, do processo de divulgação e do banco de dados; este criado para sistematizar os conhecimentos até aqui desenvolvidos, bem como os dados cadastrais dos participantes dos processos seletivos. O perfil dos profissionais e a formação da equipe envolvida na seleção de empreendedores também foram abordados.
Diretor de Projetos do Centro de Integração Social e Cultural – CISC “Uma Chance”, Ronaldo Monteiro comentou a origem da proposta de incubação de pequenos negócios, no Rio implementada pelo diretor da Incubadora Afro Brasileira (IA), Giovanny Harvey, voltada para os afro descendentes. “Por isso costumo dizer que trabalhar com homens e mulheres que passaram pelo sistema penitenciário é uma ação exclusiva da Incubadora de Empreendimentos para Egressos (IEE). Desconheço qualquer outra”, acrescentou Monteiro, lembrando aos multiplicadores que cada um deverá adequar o conteúdo programático à realidade de seus estados. Participam da formação representantes das áreas de Justiça, Segurança Pública, Trabalho e Educação dos estados da Bahia, São Paulo, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso e Distrito Federal. Mostrando-se bastante envolvidos com as discussões, os profissionais apresentaram questionamentos sobre os trâmites para a liberação dos internos, a realização dos cronogramas de atividades junto à Administração Penitenciária, o interesse dos internos e o engajamento dos técnicos que atuam nos presídios, dentre outros.
Em visita ao Complexo Penitenciário de Gericinó (Bangu), os profissionais assistiram a palestra da coordenadora de Inserção Social da Secretaria de Administração Penitenciário (SEAP), Fernanda Reis Lopes; e do diretor da Divisão de Educação da SEAP, Thiago de Paiva Nunes. Em pauta, o trabalho desenvolvido pela Coordenação de Inserção e a apresentação dos números do sistema penitenciário, cuja lotação atual chega a 26mil presos, segundo a coordenadora de Inserção.
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