Responsável pelo desenvolvimento do projeto Incubadora de Empreendimentos para Egressos (IEE), o Centro de Integração Social e Cultural – CISC “Uma Chance” contratou os serviços dos empreendedores Altamiro Serra, na área de Informática, e Cláudio Lacerda, de marcenaria.
Empreendedores do projeto piloto da Incubadora, em 2006, os profissionais são agora responsáveis não apenas pela prestação de serviços nas suas áreas, mas também pela multiplicação do conhecimento adquirido através da formação de equipe e de participantes de outros projetos da instituição.
“O contrato com o CISC é o segundo da minha empresa, após a recente formalização conquistada com o consultoria da Fundação Getúlio Vargas (FGV)”, afirma Altamiro Serra que, no CISC, tem o apoio do jovem Tiago Soares, ex-aluno de um dos Centros de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente(Criaads).
Altamirro Serra passa a responder por toda a informática da instituição, realiza treinamentos de funcionários em hardware e utilização de software e faz a manutenção de computadores, dentre outras atividades. Para ele, o contrato com o CISC “representa a oportunidade de mostrar que depois do apoio da Incubadora, é possível caminhar com os próprios pés e mostrar aos novos empreendedores que a oportunidade está ao alcance de todos”.
Formando jovens serralheiros
Outro empreendedor contratado e igualmente formalizado, Cláudio Lacerda foi o responsável pela construção dos armários da Cozinha Comunitária CISC e já chega como coordenador de uma das oficinas do Projeto Oficina Crescendo com Cidadania, voltado para a capacitação de jovens dos Criaads para o mercado de trabalho. “O trabalho com os 50 jovens será basicamente para que eles tenham noções de montagem e desmontagem de móveis, conheçam as ferramentas utilizadas pelos profissionais do setor e aprendam a fazer pequenas restaurações”, explica Lacerda, acrescentando que o tempo de formação de um marceneiro profissional, no entanto, é de um ano e seis meses.
Cláudio é um grande entusiasta quando se fala em trabalhar com os jovens. “Já ajudei muitos deles, já tendo abrigado alguns em minha oficina, orientando-os para a não reincidência. A oficina terá duração de três a quatro meses e após esse período, quem sabe alguns deles possam se interessar pela profissão e trabalhar comigo?”, sinaliza ele.
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